Música erudita é destaque em São Paulo
A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, regida por Abel Rocha, acompanhada da Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, sob a direção artística de João Mauricio Galindo, tornaram-se uma alternativa ao tradicional circuito da música erudita. Juntas, formam um cenário musical de qualidade no país, a partir de concertos durante o ano com artistas consagrados no cenário musical.
A Jazz Sinfônica, criada em 1990 pelos músicos Arrigo Barnabé e Eduardo Gudin, é composta por oitenta e seis músicos – alguns que permanecem desde a criação da orquestra – e já gravaram oito CDs. A sua próxima apresentação será em 27 de setembro, com o compositor Francis Hime, pianista de formação erudita que executará algumas de suas composições.
Com espetáculos que mesclam música erudita com números humorísticos – como o espetáculo com o grupo Parlapatões –, a Banda Sinfônica foi criada em 1989. É o mais importante e completo grupo desse gênero na América Latina. Irineu Franco Perpétuo, jornalista e crítico musical, afirma que a Banda Sinfônica merece ser considerada a principal usina de criação contemporânea do Brasil, já que, nestes dezessete anos de existência, ela formou um acervo com mais de noventa peças.
A Banda abriu sua série de apresentações este ano com o pianista Jean-Louis Steuerman, em um programa dedicado à música russa. E, para setembro, está programada a apresentação da ópera A Tempestade, de Ronaldo Miranda sobre o texto de Shakespeare, dividida entre os dias 22, 24 e 26.
Fonte: Secretaria de Cultura do Governo do Estado
de São Paulo
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