Compositores
• José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)
• Carlos Gomes (1836-1896)
• Alberto Nepomuceno (1864-1920)
• Francisco Braga (1868-1945)
• Luciano Gallet (1893-1931)
• Lorenzo Fernandez (1897-1948)
• Xisto de Paula Bahia (1841-1894)
• Salvador Fábregas (1820-1880)
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Compositores
José Maurício Nunes Garcia

(fonte: Wikipedia)
O Padre José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro a 22
de setembro de 1767, morreu em 18 de abril de 1830. Era filho de
Apolinário Nunes Garcia, branco, e Victória Maria da Cruz, filha
de escravos. Desde cedo revelou-se talentoso para a música, tendo
composto sua primeira obra em 1783, aos 16 anos. Teria aprendido
música com Salvador José de Almeida Faria, músico mineiro. Foi um
compositor brasileiro de música erudita que viveu a transição entre
o Brasil Colônia e o Brasil Império
Em 1792 é ordenado padre e, em 1798, torna-se mestre-de-capela da
Sé Catedral do Rio de Janeiro, que nessa época funcionava na Igreja
da Irmandade do Rosário e São Benedito. Como mestre-de-capela, Padre
José Maurício Nunes Garcia compunha novas obras e dirigia os músicos
e cantores nas cerimônias da Sé, além de atuar ele mesmo como organista.
Em 1808, a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro
muda o panorama artístico da cidade. Nunes Garcia cai nas graças
do Príncipe-Regente D. João VI, grande admirador de música, que
o nomeia mestre da Capela Real, recém-criada nos moldes da que existia
na corte lisboeta e formada por músicos locais e europeus. A Capela
Real funcionava na Igreja do Carmo da cidade, que passou a ser também
a catedral.
O período entre 1808 e 1811 é o mais produtivo de Nunes Garcia,
durante o qual ele compõe cerca de setenta obras. Em 1809, D. João
VI condecora-o com o Hábito da Ordem de Cristo, sinal da grande
estima que tinha pelo músico. Não escapou porém do preconceito de
alguns membros da corte, que se referiam à sua cor de pele como
um "defeito visível".
Em 1811 chega à corte Marcos Portugal, o compositor português mais
célebre do seu tempo, que tinha suas obras apresentadas por toda
a Europa de então. A fama do recém-chegado leva D. João VI a pôr
Marcos Portugal à frente da Capela Real, substituindo Nunes Garcia.
O brasileiro continua, porém, a ser custeado pelo governo e a compor
esporadicamente novas obras para a Capela Real.
Em 1816 dirige na Igreja da Ordem Terceira do Carmo um Requiem,
de sua autoria, em homenagem à rainha portuguesa D. Maria I, morta
naquele ano no Rio. Em 1816 chega à corte o compositor austríaco
Sigismund Neukomm, que estabelece uma grande amizade com o brasileiro.
Mais tarde Nunes Garcia dirige as estréias brasileiras do Requiem
de Mozart (1819) e de A Criação de Haydn (1821).
O empobrecimento da vida cultural após o retorno de D. João VI a
Portugal e a crise financeira depois da Independência do Brasil
(1822) causaram uma diminuição da atividade de Nunes Garcia, agravada
pelas más condições de saúde do compositor. Em 1826 compôs sua última
obra, a Missa de Santa Cecília, para a irmandade de mesmo nome.
Morreu em 18 de abril de 1830. Apesar de ser padre, teve cinco filhos,
dos quais reconheceu um.
Obra
Padre José Maurício compôs cerca de 26 Missas, quatro missas de
Requiem, Responsórios, Matinas, Vésperas, um Miserere, um Stabat
Mater, um Te Deum, Hinos, modinhas e pequenas peças profanas.
Principais obras:
o Música dramática: Le Due gemelle; Coro para o entremês (1808);
O Triunfo da América (1809); Ulisséia (1809).
• Música orquestral: Sinfonia fúnebre (1790);
Sinfonia tempestade.
• Modinhas: Beijo a mão que me condena,
que faz parte do CD Sarau Brazil; No
momento da partida.
• Música instrumental: Doze divertimentos (1817).
• Música sacra: Tota pulchra es Maria (1783);
Ecce sacerdos (1798); Bendito e louvado seja (1814 e 1815); Christus
factus est (1798?); Miserere para Quarta-feira de trevas (1798);
Libera me (1799); Missa de Réquiem (1799); Ofício de defuntos (1799);
Judas mercator (1809); Matinas da ressureição (1809?); Missa de
Requiem (1809); Missa de Réquiem (1816); Missa de Santa Cecília
(1826).
Muitas das obras do Padre José Maurício estão no Acervo do Cabido
Metropolitano do Rio de Janeiro, recentemente restaurado e digitalizado
num projeto com patrocínio da Petrobrás. As obras estão disponíveis
no site http://www.acmerj.com.br.
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